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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Origem dos testes de QI


O cientista inglês Francis Galton (1822-1911) tinha um entusiasmo enorme em classificar as pessoas. Ele inventou métodos para medir desde o tédio à beleza da mulheres britânicas.
Afred Binet
Após seu primo, Charles Darwin, propor a teoria da evolução com base na seleção natural Galton chegou a duas conclusões. A primeira era a seguinte: Por que não medir as características humanas e depois seletivamente criar pessoas superiores? E sua segunda conclusão era que as características humanas são hereditárias inclusive a inteligência. Para ele quanto maior a inteligência de um indivíduo maior seria sua coordenação motora e capacidade de percepção sensorial. Essa teoria foi vista, mais tarde, como reducionista.
Duas décadas depois é que o moderno desenvolvimento do teste de inteligência começou com o psicólogo francês Afred Binet. Isso se deu porque o governo francês promulgou no início do século XX, uma lei exigindo que todas crianças tivessem acesso à escola. Contudo logo os professores encontraram um vasto quadro de diferenças individuais. E como não dava para confiar nos julgamentos subjetivos dos professores para classificar essa crianças o ministro da educação da França recorreu a Alfred Binet que se encontrara envolvido com pesquisas para medir as habilidades mentais.
Binet e seu colaborador, Théodore Simon, logo decidiram desenvolver um teste objetivo que identificasse crianças com possíveis chances de encontrar dificuldades nos cursos normais. Assim surgiu um conjunto de 30 tarefas de dificuldade progressiva que identificava se a criança encontrava-se dentro do previsto para sua idade. Dessa formar surgiu o que se chama hoje em dia de testes de Q.I.
Entretanto a ideia de usar um número para representar o nível de inteligência só aconteceu em 1912, com o psicólogo alemão Wilhelm Stern, que propôs a medida do “quociente de inteligência” que era calculado dividindo a idade mental pela cronológica. Uma criança com de 7 anos, com idade mental de 10, teria um quociente de 1,42.
O psicólogo americano Lewis Terman, da Universidade de Stanford divulga pela primeira vez a sigla QI definindo como padrão médio de QI o número 100. Cria também a Escala Stanford-Binet, usada até hoje.
Muitas discussões surgiram em cima dessa ideia de quociente de inteligência. Dentre elas se os testes seriam capazes de compreender toda capacidade intelectual de uma pessoa. No entanto, hoje é consenso que o que se cobra nos exames não representam toda a inteligência humana. Além de outras discussões sobre, a influencia da “raça” no QI, da classe social, do sexo, da cultura e etc.
Como toda ferramenta criada pela humanidade os testes de QI foram usados de formar maléfica. Como meio de discriminação e preconceito por exemplo. Na atualidade tem perdido cada vez mais espaço, apesar de continuar presente em alguns processos seletivos e concursos. Foi levantada até a ideia de substituí-lo por testes de QE, inteligência emocional, porém estes se mostraram também pouco eficientes uma vez que segundo pesquisadores avaliam a personalidade do indivíduos e não a inteligência.

Referências
1. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à psicologia. 5. ed. São Paulo: Makron Books, 2001. 798p. ISBN 8534611254 
2.Revista superinteressante ed. 219 nov/2005




domingo, 22 de maio de 2011

Motivação a luz da psicologia

Hoje muito se fala em motivação, seja em vendas, empresarial, profissional (no trabalho), psicologica, pessoal, organizacional e etc. Mas primeiramente para que possamos trabalhar com todas as outras temos que entender a o motivação a luz da psicologia. E com base na psicologia entende-se motivos como: Instintos (forças irracionais, compulsórias e herdadas que originam tudo que a pessoa faz, sente, percebe e pensa. Willan McDougall (1871-1938). 

Dentre esse instintos encontram-se curiosidade, repulsa, agressão, autoarfirmação, fuga, criação da prole, fome, sexo e etc. Motivo ou motivação, refere-se a um estado interno que resulta de uma necessidade e que ativa ou despeta comportamento usualmente dirigido ao cumprimento da necessidade ativante. Ou seja, é a busca da mudança de um estado atual a um estado pretendido.

O significado de motivação segundo o dicionário Aurélio é
1. Ato ou efeito de motivar. 2. Exposição de motivos e causas. 3. V. móbil (2). 4. Conjunto de fatores psicológicos (conscientes e inconscientes) de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, os quais agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo.

 A busca de um estado atual para um estado pretendido surge de deficiências que podem basear-se em requisitos corporais  (fisiológicos), aprendidos ou ainda alguma combinação de ambos.

Há vários tipos de motivação, porém vamos falar um pouco da motivação básica e da motivação  social.
Motivação básica: Ativam comportamentos que visam satisfazer necessidades relacionadas à sobrevivência, com raízes na fisiologia. Os impulsos surgem para cumprir as necssidades de oxigênio, água, alimento, sexo, evitação da dor e preservação da vida.
Motivação social: Aquela cujo o cumprimento depende do contato com outros indivíduos. Surge para satisfazer as necessidades de sentir-se amado, aceito, aprovado e estimulado.
A hierarquia de necessidades de Maslow
Há ainda a teoria de motivação psicologica de Abraham Maslow, psicólogo humanista, que acaba por classificar as necessidades em cinco tipos: Realização pessoal, estima (auto-estima), Relacionamento (social), segurança e fisiologia. Essa nova classificação mostrou  claramente que o ser humano não busca apenas saciar-se físicamente, mas também social e psicologicamente em busca de auto realização e sucesso.

Referências: 

1. Maslow, A. H. (1970). Motivation and personality, (Rev. ed.). New York: Harper & Row.

2.Maslow, A. H. (1955). Deficiency motivation and growth motivation. Em M. R. Jones (ed.), Nebraska Symposium on Motivation. Lincoln: University of Nebraska

3. DAVIDOFF, Linda L. Introdução à psicologia. 5. ed. São Paulo: Makron Books, 2001. 798p. ISBN 8534611254